Realizar as operações
de soma, subtração, multiplicação e divisão com números decimais requer o conhecimento
de algumas regras que caracterizam esse conjunto.
π, o número mais famoso!
Quando começamos a trabalhar com os números racionais,
deparamo-nos com os números decimais, aqueles que possuem vírgula. Esses
números possuem algumas características que merecem nossa atenção. Eles são
formados por uma parte inteira e outra parte decimal, sendo que os números que
estão do lado esquerdo da vírgula compõem a parte inteira, e os que estão à
direita representam a parte decimal. Vejamos um exemplo:
1,357
| |
Parte inteira <------------------| |------------------> Parte Decimal
| |
Parte inteira <------------------| |------------------> Parte Decimal
Quando desejamos realizar operações de adição ou de
subtração, podemos utilizar o algoritmo de cada operação. Mas devemos nos
lembrar de que a parte inteira deve somar apenas com outra parte inteira, do
mesmo modo a parcela decimal deve ser operada com a outra que também é decimal.
Para evitar enganos, é recomendável que façamos o algoritmo colocando sempre a
vírgula embaixo de outra vírgula. Vejamos alguns exemplos:
Na imagem, temos alguns “zeros” em vermelho. Isso aconteceu porque nem sempre todos os números terão a mesma casa de números decimais e, a fim de melhorar nossos cálculos, devemos preencher com zeros os espaços vazios à direita.
Em se tratando de multiplicação, não há a necessidade de
colocarmos vírgula embaixo de vírgula. Devemos realizar a multiplicação da
forma tradicional, mas devemos lembrar que é necessário unir a quantidade de
casas decimais. Por exemplo, o caso da multiplicação de 0,075 por 0,001. Ao
fazermos a multiplicação normalmente, desconsiderando a vírgula, obtemos o
resultado 75, mas o primeiro número tem três algarismos após a vírgula, e o
segundo, três algarismos totalizando 6 algarismos. Portanto, a resposta é 0,000075. Vejamos alguns
exemplos:
A divisão de números inteiros requer a nossa atenção para
alguns detalhes. Vejamos os possíveis casos de divisões:
1º – Divisão de números inteiros.
a) Quando o dividendo é maior que o divisor:
Nesse caso, poderíamos ter finalizado a divisão tendo como
quociente o número 8 e deixando 3 como resto. Como demos continuidade, foi
necessário acrescentar o zero ao fim dos números que seriam divididos para
concluir a divisão. Quando é necessário fazer o acréscimo do zero, colocamos
uma vírgula no quociente.
b) Quando o dividendo é menor que o divisor:
Nesse exemplo, queremos dividir 4 por 8. Mas para conseguir
fazer esse cálculo, é necessário aumentar o dividendo. Então antes de iniciar a
divisão, precisamos acrescentar um zero após o 4, transformando-o em 40. Ao
fazer isso, colocamos um zero e uma vírgula no início do quociente para em
seguida iniciar de fato a divisão. Caso fosse necessário, poderíamos colocar
outro zero no dividendo, então haveria 400, e, no quociente, acrescentar
outro zero após a vírgula, ficando com 0,0. É possível realizar esse
processo quantas vezes forem necessárias.
2º – Divisão entre inteiros e decimais
a) Dividendo inteiro e divisor decimal
Quando precisamos dividir um número inteiro por outro que é
decimal, é necessário tornar o dividendo também um número decimal. Para isso,
basta acrescentar uma vírgula e um zero e verificar se o dividendo e o divisor
possuem a mesma quantidade de números após a vírgula. Se for necessário,
podemos acrescentar zeros até ficarem iguais. Feito isso, desconsideramos a
vírgula e realizamos a divisão normalmente.
a) Dividendo decimal e divisor inteiro
Semelhantemente ao caso anterior, precisamos que o divisor
seja também um número decimal. Para tanto, acrescentamos nele a vírgula e um
zero e verificamos se a quantidade de zeros após a vírgula é mesma para o
divisor e para o dividendo. Feito isso, podemos realizar a divisão como de
costume.
3º – Divisão entre decimais
Para realizar a divisão entre números decimais, é
necessário que ambos tenham a mesma quantidade de números após a vírgula. Como
já foi dito, acrescentamos zeros ao fim do número até que consigamos igualar a
quantidade de casas decimais. Feito isso, desconsideramos as vírgulas e
realizamos a divisão.
Curiosidade sobre os números naturais:
Os números naturais
(juntamente com o 0) não bastam para representar todas as quantidades numéricas
que se usam no dia-a-dia. Mesmo que não tenhamos necessidade de falar de
quantidades negativas, ainda há valores numéricos (metade ou três quartos, por
exemplo) que não correspondem nem a 0 nem a um número natural. Foi para lidar
com este problema que várias culturas antigas criaram as frações. Mas a
maneira mais frequente de se representarem quantidades não inteiras é através
de números decimais. Por exemplo, embora faça sentido falar-se em 3/4€ (ou
seja, três quartos de um euro), a maneira usual de representar esta quantia é
0,75€.
Os números decimais são, de fato, mais recentes que as frações. O texto mais antigo conhecido que lida com tais números foi escrito em Damasco no séc. X e os números decimais foram empregues por diversos matemáticos árabes até ao séc. XV. Mas só foram introduzidos na Europa em 1585, no livro A décima, do engenheiro flamengo Simon Stevin. De fato, a notação de Stevin era um tanto pesada e difícil de usar. Veio a ser simplificada por John Neper, que é mais conhecido por ser o inventor dos logaritmos.
Os números decimais são, de fato, mais recentes que as frações. O texto mais antigo conhecido que lida com tais números foi escrito em Damasco no séc. X e os números decimais foram empregues por diversos matemáticos árabes até ao séc. XV. Mas só foram introduzidos na Europa em 1585, no livro A décima, do engenheiro flamengo Simon Stevin. De fato, a notação de Stevin era um tanto pesada e difícil de usar. Veio a ser simplificada por John Neper, que é mais conhecido por ser o inventor dos logaritmos.
Equipe Responsável:
Andressa Luz Monteir
Lara Beatriz Gomes De Lucena
Leticia Faustino De Sousa








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